sexta-feira, 28 de março de 2008


Tenho para mim que este blog é lido preferencialmente por homens e mulheres da minha idade pelo que não seremos propriamente atingidos com a bandalheira que grassa pelas escolas pois já não temos filhos por lá e os netos ainda são demasiado novos para se envolverem nestas andanças.
Há excepções, claro, mas essas, confirmam a regra.
Podemos, pois, comentar os acontecimentos que têm dado brado nas TV's com uma postura mais brejeira ainda que passível de reflexão mais séria.
Não me apetece nada entrar em discussão com nenhum dos meus queridos leitores ( há-os ? ) mas a assiduidade com que os vídeos passam já provocou resultados - começámos a fartar-nos do voyeurismo jornalístico e transformámos o que foi notícia em motivo de pura chacota.
E isto é perigoso !
Porém, tudo isto me leva a fazer um link ( deficiência profissional ) para a IBM e conectá-lo com mais uma história daqueles fabulosos anos.
Um dia, numa acção de formação intitulada OP Dialog, tivemos que, no final, sujeitarmo-nos a um exame que elucidasse o mestre do nosso aproveitamento.
Estávamos dispostos numa formação em U o que não permitia o copianço pois não nos conseguíamos esconder uns atraz dos outros uma vez que o espaço entre os que estavam frente-a-frente era demasiado largo.
Na altura não havia telemóveis que permitissem "consultas" por SMS.
Já éramos grandinhos para atirar papelinhos com um elástico pelo que também esse estratagema não foi usado.
Com muita graça, um dos colegas, que sofria de uma aprofundada e precoce surdez ( Adalberto Melo de seu nome ) , mal começou a prova de aferição, disse alto e bom som : "eh malta, escrevam com letras grandes porque eu sou surdo !!!"
Estava dado o mote e as gargalhadas soaram estridentemente. O prof ( Guilherme da Fonseca ) alinhou !
Não foi preciso andarmos à bordoada com o mestre pois o aproveitamento era total o que tinha, mais uma vez, criado um excelente ambiente e trazido para o armazém das recordações uma bela passagem pelos bancos daquela escola.

4 comentários:

Mariano Garcia disse...

Ó António, olha que me assustaste com aquela careta. Espero que o rapaz não tenha berrado assim em nenhuma escola cá do nosso burgo que, nesse caso não seria só o moral dos professores mas algumas paredes da escola que iriam abaixo.
Falando a sério, acho que as coisas não andam nada bem pelas escolas. Em meu entender temos fabricado várias gerações de deseducadores (não só na Escola) e queremos responder a tudo com psicanálise. Como diria um velho amigo meu: "Trabalhinho, trabalhinho é que é preciso".

António Matos disse...

A ideia da carantonha não é para os berros mas sim para as gargalhadas !!
Passando à parte séria, e como de médico e de louco todos temos um pouco, proponho que se institucionalizem os castigos e que nos deixemos dos inimputáveis !
É ou não é verdade que até as crianças são castigadas ?
É ou não é verdade que se virmos o puto de 10 anos a apalpar o rabo à empregada o pomos de castigo ? Então os coitadinhos dos 15, 16 anos podem bater, matar, etc. e depois dão-lhe o título de inimputáveis ?
Concordo contigo no parir de várias gerações que deixámos desenvolver no lamaçal da libertinagem e cuja génese está, definitivamente, na ausência dos valores-referência que vinham do passado. À juventude ( olha para mim a falar que até pareço um velho !! ) deu-se-lhe um vazio cultural quando os pais começaram a vestir as roupas dos filhos para dizerem que eram uns gaijos porreiros ! Só que depois passaram ( os pais ) a pertencer à geração que começou a ver os filhos morrer ( pela droga, pelos acidentes viários, pelos tiros, não os da guerra mas os da cidade ) e realizaram que algo tinha mudado mas que não tinham capacidade para dar a volta.
Enfim, não fora o ibmemórias não tratar de outros assuntos que não sejam das nossas memórias enquanto trabalhadores dessa empresa e teríamos aqui pano para mangas para dissertarmos sobre o tema. Assim, fiquemo-nos pela carantonha e perscutemos a verborreia que daquela bocarra possa sair imaginando-a como pertença de quem julga saber exercer a referenciada psicanálise mas que no fundo só dá tristes exemplos...

Anónimo disse...

Confesso que desta cena não me lembrava... Até porque não me lembro de ter organizado coisas para o departamento OP... Mas tem mesmo piada e concerteza que ainda hoje alinhava na gargalhada!
P.S. - a curiosidade é mais forte e vamos a ver se "isto" passa as malhas electrónicas do blogue...

Guilherme disse...

Pois é...
Constato que se clicar no nome aparece anónimo... Este dito cujo (anónimo) é o Guilherme da Fonseca (agora também Statter...)