
De facto pode-se afirmar que o conhecido (para nós) cartão de 80 colunas, além de servir para a introdução de dados nos primórdios da informática, serviu também para transportar dados de um lado para o outro, logo, pode ser considerado a primeira "key pen" da história da informática.
Durante dezenas de anos foi o principal meio de transmitir dados aos computadores, sendo destronado nos anos 80 pela diskette e por volta dos anos 90 pelo terminal "online".
Curiosidade para os visitantes mais novos: 80 bytes não chegam a uma décima milionésima parte de 1 Gbyte, valor este que já vos diz qualquer coisa....
Para conseguirmos armazenar dados com valor de 1Gb, necessitavamos de 12500 cartões!
Sabendo que estes cartões eram fornecidos em caixas de 2000 unidades, com as dimensões de (L)19 x (A)8,5 x (C)50 cm, é só fazer as contas....
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
A 1ª "key pen" da história da informática: 80 bytes!
Hora da publicação: 15:02 0 comentários
Etiquetas: - Cartões Perfurados, - Hardware/Tecnologias, Romão Guimarães
Seminário IRD em 1976
Hora da publicação: 10:02 0 comentários
Etiquetas: - 1976, - Cartões Perfurados, - IRD, Carlos Gaspar, Estrela Alves, Helena Bragança, Samuel Avelino, Sequeira Nunes
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Programas com cartões de 80 Colunas

Apresento aqui uma tool usada não só pelos CE'S, como também pelos grandes programadores da altura, para que os "furinhos rectangulares" tivessem bem calibrados nos cartões.
Lembro aos mais novos, que todos os programas na altura eram feitos com milhares destes cartões, e bastava que se perdesse um deles, ou saíssem da ordem para que todo o programa se danificasse, por exemplo o não pagamento dos salários de enormes fabricas, a gestão de uma produção fabril, a cobrança da ex CRGE aos seus consumidores de energia, Lisnave, Setenave, Fabrica de Lanifícios Simões, etc, etc.
Começou-se com perfuração com as "029", se não estou em erro, e se tiver corrijam-me, porque não estava na IBM, no inicio da década 60. Em 1980 ainda se utilizava algumas destas perfuradoras usando-as para recuperação de dados antigos, como por exemplo a CRGE e a ENI. Quem não se lembra destas empresas?
Lembro-me de alguns episódios, um deles era quando a leitora dos cartões estava a efectuar o trabalho para a saída de listagens com destino a pagamentos de salários, a máquina por avaria, acelerou, os cartões voavam pelo ar e se escondiam por tudo quanto era sítio, pairava uma tristeza em todos os presentes... nem calculam.... já não havia pagamentos de salários no dia seguinte. Todos os presentes, inclusive funcionários da IBM, CE'S e Programadores, passaram toda a noite de "rabo" para o ar a procura-los e apanha-los, para os colocarem por ordem. Mas não era um ou dois cartões, eram milhares deles, conseguiu-se com a colaboração de todos atrasar a entrega das listagens no Banco para o respectivo pagamento só em quatro horas, o que foi para todos nós uma vitória.
Júlio Branco
Hora da publicação: 12:38 2 comentários
Etiquetas: - 196X, - Cartões Perfurados, - Hardware/Tecnologias, - Objectos/Locais/Simbolos, - Origens Portugal, Júlio Branco
sábado, 22 de setembro de 2007
A FÁBRICA DE CARTÕES
Na pré-história da informática, então chamada de mecanografia todo o processamento de dados era gerado com base em cartões perfurados (não os de 96 colunas já aqui apresentados, mas os de 80 colunas), conhecidos universalmente pelo uso que lhes era dado pela companhia do gás e da electricidade. Estava-se então em 1940 e eram conhecidos por "cartões para máquinas estatísticas". Como supply indispensável que era, a IBM instalou em Portugal a sua fábrica, a partir de cartolinas rigorosamente calibradas que importava do Dinamarca e da Alemanha. Já nos anos 60, ainda era o cartão perfurado a base de programação e construção de ficheiros para o computador 1401.
CURIOSIDADE (à parte):Foi na 1401 que me iniciei na programação e conheci uma curiosa especialidade que era o punch-feed-read, característica que permitia ao computador perfurar no mesmo cartão, em plena viagem de leitura, o resultado dos dados que nesse cartão lhe eram introduzidos para cálculo e tratá-los conjuntamente com os restantes no mesmo programa. Era uma novidade espantosa, vejam bem!
Mas voltando à fábrica de cartões, que foi instalada na R. Leite de Vasconcelos, tendo sido sucessivamente transferida para a Rua da Beneficência, Rua D. Estefânia e, em 1963, para a Rua Duque de Palmela, onde a conheci e vi encerrar.
Na foto acima o A.Alves operando uma das máquinas de produção
O staff do IRD: José Manuel Carvalho (director), Raul Martins (delegado comercial) e Carlos de Almeida (chefe de produção)
Na pré-história da informática
Hora da publicação: 23:57 0 comentários
Etiquetas: - 1963, - Cartões Perfurados, - Hardware/Tecnologias, - IRD, - Origens Portugal, Carlos de Almeida, José Manuel Carvalho, Mariano Garcia, Raul Martins
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
IBM Sistema 3

Algures no início dos anos 70 (agradeço contributos para precisar esta data) foi lançado o Sistema 3 que, entre outras coisas, trazia a novidade dos cartões perfurados de 96 colunas. Guardei esta recordação desses tempos.
Hora da publicação: 11:32 2 comentários
Etiquetas: - 197X, - Cartões Perfurados, - Hardware/Tecnologias







