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domingo, 13 de janeiro de 2008

Ainda Viena 1986 (3)

Voltando ainda a esta parte dos factos passados em Viena d'Áustria no Hilton e a comprovar tos os factos relatados pelos anteriores interveniente, lembrava que depois dessa terrível viagem de Atenas para Viena, onde chegamos ao referido Hotel Hilton, tivemos de assinar o tal termo de responabilidade, (a pedido da nossa colega Elizabeth ) pela nossa estadia nesse hotel e que, a páginas tantas já noite, estavamos com uma falta de alimentos terrível , fome mesmo, e eis que um amigo nosso de Israel nos disse que havia numa sala algures... algo para acomodar o nosso estômago, e lá fomos nós para a boca do lobo, onde se encontravam todos os Israelitas (Clandestinos nesse Hotel) onde papamos uma deliciosa refeição já não sei dizer o quê ? E nós todos contentes lá ficamos aqueles deliciosos dias. F Lucas Sousa

sábado, 12 de janeiro de 2008

Ainda Viena 1986

Isto está a animar!

Aproveito para voltar à convenção de Viena em 1986, que não chegou a existir e que o Garcia de Matos já referiu aqui.

Também eu fui uns dias antes, com o Fausto Marques e os nossos cônjuges. Aterrámos em Munique, alugámos um carro e atravessámos a Áustria rumo a Budapeste. E também nós, que de húngaro sabíamos menos que Sócrates de inglês técnico, não percebemos, de todo, o que se estava a passar com o Kadafi e aterrámos no Hilton, em Viena, preparados para o assalto aos pastelinhos do Welcome Dinner.

Convidados / intimados a regressar a Lisboa ASAP, fizemos o mesmo que o Garcia de Matos já relatou: dissemos que o aeroporto era naquele momento perigosíssimo e que ficaríamos em Viena. Com uma variante: como o Fausto era o mais graduado dos presentes, a pressão foi muito grande para que desse o exemplo e obedecesse. Só os nossos dois grupos resistiram e cruzámo-nos várias vezes pelas ruas, como a foto mostra.

Três dias da melhor não-Convenção da História!


De costas, sou eu. Da esquerda para a direita: Lucas de Sousa, os irmãos Melo, Garcia de Matos, José André e Francisco C. da Costa

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Bósforo from Topkapi

Abril de 1986.

Istambul, em direcção a Viena de Áustria onde se realizaria a convenção, chegados de Atenas onde a língua não nos permitiu reconhecer mais do que um certo alvoroço em torno da palavra "bomb" que tentávamos interpretar numa tradução linear, algures na Placa cheios de uma folia que não se compadecia com outra coisa que não fosse uma saudável loucura e longe da célebre operação El Dorado Canyo com que os EUA visavam alvejar Mouammar Kadhafi como retaliação pelos atentados em Roma, Viena e Berlim.

Pelo meio ficam histórias incríveis por contar desde a compra à porta de uma mesquita de 2 metros de tecido com crocodilos da Lacostre para serem depois cozidos nas camisolas sem marca mas que à primeira lavagem "se afogaram" no turbilhão da máquina de lavar ficando completamente destruídos; as viagens de avião que durante aquela semana primavam por levar só 7 passageiros ( nós !!!) tal a imponderabilidade da situação internacional ; a viagem de Atenas para Viena na qual viajámos com um "terrorista" a bordo mas como o tipo não ia bêbado, não pensou nas 27 virgens que tinha à sua espera se o avião caísse, e fez uma viagem horrorosa porque, afinal, tinha nariz adunco mas mais não era que um desgraçado a receber o baptismo de voo; a subida de umas escadas rolantes no aeroporto de Viena em cujo cimo só se viam soldados de metralhadoras e cães e nós encravámos o mecanismo à chegada pois as rodas dos troleys das malas empeçaram-se naquela geringonça e era ver malas a caírem por ali abaixo e nós à frente numa descida desalmada em contraponto com o movimento das escadas ; e finalmente a chegada ao hotel Hilton onde, acto contínuo, nos tentam dar um bilhete de avião de regresso imediato a Lisboa uma vez que a convenção acabava de ser anulada, mas o qual rejeitámos com a desculpa de que tínhamos horror em andar de avião !

A administração "aceitou" que, de facto, nós precisávamos de descansar e por isso acedeu ao nosso "repouso".

A partir daí, e após assinatura de termos de responsabilidade, instalámo-nos principescamente e ali passámos 3 gloriosos dias de verdadeiro fausto.

Depois, alugámos a habitual carrinha e viemos apanhar a TAP a Zurique tendo sido calorosamente recebidos na IBM perante a hipótese de podermos ter sido vítima da situação explosiva que se vivia na Europa e no mundo.