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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Quem fazia ginástica há 25 anos ?

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(clicar a imagem para ampliar)



Foi com alguma surpresa e, segundo nos disse, com bastante agrado que a Ana Araújo reagiu ao nosso pedido para escrever umas linhas para o «Notícias», acerca da classe de ginástica agora iniciada com grande afluência e entusiasmo por alguns colegas. Estas são as suas palavras.


O grupo é o mais heterogéneo possível, já que é constituído por ambos os sexos, existindo grande diversidade de estaturas, e isso porque é geral a ideia de que o exercício físico não deve ser dirigido unicamente aos mais fortes, mas, sobretudo, ele deve ser praticado por todos os que levam uma vida mais ou menos sedentária, o que é hoje em dia o caso de grande número entre a população.
As pessoas perderam o hábito de caminhar e quantos de nós utilizam o elevador para uma deslocação de dois andares, para não falar daqueles que só não levam o carro para casa porque não têm assoalhadas que cheguem...
Mas voltando ao exercício físico, devo dizer para conhecimento dos que dele não participam que, embora recentes (as aulas começaram em 16 de Outubro), estão a agradar em pleno. Pelo modo como têm sido dirigidas pelo nosso ex-colega Rui Petrucci, agora diplomado pelo INEF, e também pela destreza que somos obrjgados a adquirir a despir e vestir (o que em caso de incêndio durante a noite, será óptimo por evitar situações embaraçosas ao chegar à rua e verificar que o sinistro era no prédio ao lado!...).
Existem ainda outras vantagens mais directas, que são tomar banho duas vezes na semana sem molhar o chão em casa, fazer regime às terças e quintas-feiras, tornando assim o jantar uma delícia, e por último, nos restantes dias da semana, achar que as montras do Centro Comercial estão muito mais bonitas.
Sem dúvida que daqui para a frente irei constatar outros predicados resultantes desta prática, mas esses só serão visíveis quando alguns de nós deixarmos de ter certas dificuldades em entrar na roupa que nos propomos vestir pela manhã.
Para terminar quero apenas acrescentar que a este ritmo certamente poderei ter a esperança de ver um dia os elevadores da Companhia servirem apenas de monta-cargas, já que os atléticos empregados desdenharão dos seus serviços e passarão a utilizar alegremente as escadas.
Viva a boa forma, abaixo os elevadores!

Ana Araújo, "NOTÍCIAS IBM", Dezembro 1984

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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Ela tinha um sonho...

Recebi este texto da ILDA que publico com muito gosto. É que ela tinha, e parece que ainda tem, um sonho...

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Eu tinha um sonho...sair da IBM e ir para África fazer voluntariado. No entanto, a vida dá voltas e, mal saí, tive a alegria de ser avó e senti que devia ficar para dar apoio. Depois, um problema de saúde complicado impediu-me de o fazer, mas não me tirou o gosto que sempre tive pela Vida e por, quando ao meu alcance, me empenhar para que as coisas aconteçam.

Não fui a África, mas tive a alegria de, no início do Verão, a minha filha Rita, de 31 anos, me comunicar que tinha tudo tratado para ir com uma amiga de escola, a Clara, trabalhar, durante 3 semanas numa ONG no Quénia. Este projecto nasceu do sonho de uma Mulher de 54 anos, que o conseguiu concretizar e que luta por ele cada dia. Trata-se de um orfanato que acolhe 14 crianças a quem ela quer como filhos, onde vai sempre que lhe é possível e que sobrevive com as contribuições que consegue angariar.

Foi para esta casa de muitos filhos que a Rita e a Clara partiram na madrugada de 4 de Agosto. Levavam uma pequena mochila com roupa e uma grande mochila com o que conseguiram juntar para tornar mais alegres os dias daquelas crianças.

As duas reportagens que fizeram no local e que me enviaram valem mais do que palavras e eu estou feliz e orgulhosa do empenho que puseram naquela causa.




Eu, que vendi pirilampos na IBM e coordenei as campanhas de recolha de sangue, e tive sempre de todos o melhor acolhimento, venho agora apelar de novo à vossa generosidade até porque, sendo a maior parte de nós já avós, estamos mais sensíveis para estes problemas.

Todos os meses a Laura, responsável pelo projecto (ver aqui o site deles), tem de enviar 1100 euros, o que significa muitas noites sem dormir por não saber onde os arranjar. ACREDITO que nós, que gastamos tanto dinheiro em futilidades podemos ajudar.

Peço a todos os que pretendam aderir que me contactem (o meu mail é ildammarques@gmail.com ) e me digam com quanto querem contribuir.

Prometo ir lá assim que me for possível e mandar-vos fotos daquelas crianças que precisam de todos nós.

Ao Fernando Redondo, a quem enviei as reportagens, agradeço a prontidão com se disponibilizou para as fazer chegar a vós. Apesar de já estarmos fora daquela que foi durante muito anos a nossa casa, é bom sentirmos que continuamos a poder contar uns com os outros.

Um grande abraço

Ilda Maria Marques



terça-feira, 31 de julho de 2007

A CT de 1988/90


A CT da IBM, entre 1988 e 1990, foi composta pelo Vasco Almeida, Ilda Marques, Luisa Carvalho, Ludgero Pinto Basto, José Dionísio e eu. No Porto, também membro da CT, estava a Felisbela Fonseca que não consta desta fotografia.
Era um grupo de trabalho notável.