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sábado, 2 de fevereiro de 2008

Convenção Viena 1994

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(gentilmente cedida pelo Mário Marzagão)

??, ??, ??, Ana Maria ? (do Porto), A. Pires dos Santos, Luis Barata, A. Raposo de Lima, José Luis Rodrigues, Rui Almeida, ??, José Joaquim Oliveira, Isabel Marques (será ?), Maria de Lurdes Coimbra, Fernando Vitória, Mário Marzagão, Carlos Diniz, Alexandre Belo, Artur Campos, Cristina Guevara

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

HPC de Praga 199X


(enviada por Mário Marzagão)

À margem do HPC de Praga em 199X : ??, Abel Rosa, mulher do Alex.Belo, Alexandre Belo, M.Marzagão, mulher do M.Marzagão, mulher do ??.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Ainda a convenção de Paris 1984


O grupo do costume (Ja mensionado em varios artigos ) saiu atempadamente para a conveção de Paris. Voamos para Ameterdan, onde peramcemos uma noite. Dia Seguinte e como deve ser, transporte a preceito Ford Transit, fomos direitos a Roterdam para apanhar um Ferryao final do dia para as Ilhas Britanicas onde o porto de destino era Hull , chegamos pela manhã do dia seguinte onde levamos alguns mantimentos nomeadamente uma botelha de Wisky comprada no Free Shop de Roterdam mas de 7 (Sete) litros, que ia na frente entre o condutor e pendura. Só digo isto porque o polícia, na chegada e a verificar os passaportes ficou boqueaberto e perguntou o que era aquilo, o que de imediato alguém responder que era o combustível para o condutor. O policia ia-se passando e explicou que era proibido entrar com bebidas alcólicas em UK. Em funçao da confusão, lá seguinos viagem e fomos dar a volta à Escócia onde visitamos todas as destilarias que nos apareceram na frente indo até ABERDEEN, passamos por Edinburgh e voltadando para o mesmo Porto Hull, para apanhar o mesmo Ferry de Volta a Roterdam, uma noite bem passada naquele sumpetuoso barco, com Casinos e Show e etc. . De manhã depois de sairmos em Roterdam lá estavamos de novo de volta a Amesterdan onde o avião nos levou até Paris.Fomos para o Hotel Montparnessse onde chegamos a tempo para o Gala Dinner. O curioso disto tudo é que a carrinha Ford Transit só fez 120 Kms....na viagem total...

domingo, 13 de janeiro de 2008

Convenção de Florença em 1981


Cerca de 30 anos dedicados a uma empresa e aí desenvolver toda uma actividade profissional deixa-nos, concerteza, uma quantidade imensa de histórias cujo relembrar é gratificante ainda que muitas vezes penoso pela ausência daqueles que já faleceram e que partilharam connosco algumas dessas histórias.

Quando essa actividade era no departamento de vendas e a empresa se chamava IBM, os bons resultados eram reconhecidos com o direito que se adquiria para comemorar o Hundred Percent Club ( HPC ).

Esse prémio era gozado dentro do continente europeu e os dias destinados ao evento mereciam da parte do meu grupo de colegas, de um upgrade lúdico notável.

Assim, os 3 a 4 dias do HPC eram candidamente transformados numa semana que as nossas famílias consentiam ainda que nem sempre disfarçando um sorrisinho amarelo ...

Uma vez regressados, contadas as histórias e distribuídas as prendas que trazíamos, a "paz" era renegociada para mais um ano.

As loucuras daqueles tempos tinham pouco a ver com os actuais constrangimentos e recordo a convenção de Florença em Abril de 1981 quando ainda era fresca a memória do acontecido a Aldo Moro em Roma

Nesse ano, alugámos 2 Fiats Mirafioris para calcorrear o que tinha que ser calcorreado.

Eu conduzia um deles ; o Francisco Lucas de Sousa, o outro. Os restantes parceiros eram o Carlos Melo, o Adalberto Melo, o Alexandre Belo, o Lima e Silva, o Freixo Nunes, o Trinité Rosa, o Gonçalo Fernando e eu próprio.

Escusado será dizer que nunca a Itália sonhara ser possível fazer-se com um automóvel o que nós fazíamos !

Naquela altura, tento recordar, só eu conhecia a Fontana di Trevi e esse foi um dos grandes objectivos a alcançar - que todos lá fossem tirar a fotografia de família e atirar umas liras para o charco.

Foi uma odisseia pois todas as ruas circundantes à fonte tinham um sentido proibido nas imediações do monumento que nos impossibilitava de lá chegar. Uma coisa era certa, o carro tinha que lá chegar !


Em desespero de causa, optámos pelo sentido proibido não sem que antes tivéssemos passado por uma esquadra de carabinieris perante os quais fizemos de conta que não os vimos ..... e chegámos lá !!

Não recordo como nos safámos da situação mas sei que não fomos presos!

De Roma seguimos para Florença. Era altura de recuperar o bom aspecto pois o regresso a casa aproximava-se.

Depois de instalados, wellcome reception no Palazzo Vecchio.

Passar-se-ia do dia 8 ao dia 11 na cidade sem deixar catedral sem ser vista nem Duomo sem lhe conhecermos a história.

À noite o ambiente de rua ( por onde andámos ) já era "comprometedor", vendo-se a juventude vestida à SS, com botifarras horrorosas, correntes à volta dos braços, e de olhares intimidantes.

Nada que um whiskizito não fizesse esquecer porque nós estávamos lá para o forró, pois então !

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

A nossa história fez-se com os que já partiram.

Poderá parecer sórdido mas eu gostaria de começar esta minha colaboração no “ibmemorias” apelando exactamente à memória de alguns Amigos cujo dramatismo dos seus desaparecimentos prematuros me perturbou de sobremaneira.

Com cada um deles partilhei histórias de grande cumplicidade pessoal e profissional daí que sejam para mim, referências incontornáveis da minha vida enquanto IBMer .

Outros se despediram já mas refiro-me àqueles com quem mais intimamente me relacionei durante quase 3 dezenas de anos .

Carlos Alberto Carvalho do escritório do Porto.
O seu porte elegante e sentido de humor apuradíssimo, escondia na sua pequena gaguez um colega extraordinário.
Recordo-o aquando duma acção de formação em Sesimbra com o título genérico OP Dialog.
Estávamos no primeiro ano de vendas onde os habituais acrónimos nos eram lançados sob a forma de verdadeiro “achincalhamento” perante a nossa posição de “maçaricos”.
Fazíamos parte do mesmo grupo de trabalho que teria que fazer uma apresentação a um hipotético cliente e onde lhe debitaríamos o maior número possível de argumentos.
O Carlos, com muita graça, avança para a improvisada mesa de apresentação onde se encontrava um retroprojector e expõe o até aí escondido montão enorme de folhas de papel que formariam a sua apresentação.
Claro será dizer que isso causou um verdadeiro sururu perante a classe que se viu na eminência de ter que o ouvir durante horas a debitar toda aquela informação ….
De imediato se percebeu que, afinal, só a 1ª página tinha matéria de atenção e tudo deu origem a grande gozo !

Manuel Lima e Silva
Ligavam-nos laços de amizade ímpares.
Conheci-o nos Açores quando ambos fomos mobilizados para a Guiné.
Pertencíamos à mesma companhia .
Uma hepatite declarada a uns dias do embarque, porém, deixou-o no hospital de Ponta Delgada.
Anos mais tarde, e pela mão dele, vou ao serviço de pessoal da IBM na Duque de Palmela dar o nome para me inscrever para uns testes psicotécnicos.
Casámos no mesmo dia, ele em Queluz, eu em Esposende.
Por verdadeiras coincidências, os nossos primeiros automóveis eram iguais.
Fomos colegas no OP.
Indescritíveis ficaram a ser as convenções onde o Manel participava.
Na viagem para uma delas, no avião, apercebemo-nos que um casalinho estrangeiro levava, clandestinamente, uma cesta com um gato o qual, a páginas tantas, deu-lhe para lançar uns mios estridentes provocando uma azáfama desmedida nas hospedeiras para ver se descobriam o bicho.
O Manel, com a sua capacidade humorística e de imitação inexcedíveis, de imediato se agacha entre as cadeiras da fiada central do avião e começa a grunhir como um porco e tão convincente o foi que provocou uma hilariante desarrumação quando recebeu toda a nossa “colaboração” na apanha do suíno.
Foi o suficiente para o desgraçado do gato passar a esquecido

Alexandre Belo
Bonacheirão na sua postura, levava a vida com uma filosofia de grande companheirismo granjeando simpatias com a mesma facilidade com que entoava estridentes gargalhadas.
Nutria pelo Alexandre uma amizade muito sincera e com o seu desaparecimento também de mim desapareceu uma quota-parte da alegria dos momentos da doce loucura da juventude.
Partilhámos hundred percent clubs por esse mundo fora e teve a sua coroa de glória ao vencer um concurso interno e candidatar-se em Paris ao melhor vendedor da Europa.
Julgo que não o ganhou mas ao visionarmos a cassete da prova final, percebemos que o Alexandre estava para esse concurso como a Simone de Oliveira ou o António Calvário ou todos os outros estavam para o eurofestival. Ganhavam os outros !

José André
De uma geração IBM mais nova do que a minha, desde cedo imprimiu à sua carreira um layout de competência aliado à sua inquestionável adesão à parte lúdica que aqueles tempos nos permitiram e daí a integrar-se no grupo dos mais velhos foi apenas uma consequência lógica.
Apareceu na IBM de motoreta que deixava presa numa árvore com uma correia ferrugenta.
Entrou directamente para o OP e como na altura começou a haver o carro da casa, esperou algum tempo até que lhe fosse entregue um deles ( Opel Kadet ) e, entretanto, ia para os clientes na motorizada e com os catálogos debaixo do braço …
Proporcionava ao grupo alguns extraordinários banquetes no seu apartamento do Alto da Barra no qual se “conspirava” contra as dificuldades da vida …..
Naquele tempo, ainda os vendedores de automóveis ( Alfa Romeo, por exemplo ) se deslocavam à IBM para mostrarem os automóveis aos eventuais compradores !!!
Singrou na carreira e desenvolveu também o seu gosto pelos carros.
Foi dos primeiros a aparecer com um descapotável ( Honda Civic ) e de imediato me convidou a experimentar o bólido. Lá fomos até Setúbal onde nos deliciámos com uns robalos escalados à maneira …
A relação extra profissional consolidou-se de tal forma que o seu adeus foi-me particularmente penoso naquele sábado de Julho de 2001.
Na fatídica 125 .

Da saudade não nos libertamos e daqui lhes envio um enorme abraço, estejam eles onde estiverem, em nome dum sentimento bonito que teve na IBM a sua génese.

Garcia de Matos