quarta-feira, 30 de abril de 2008

Os nossos salários há 34 anos

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Há 34 anos andávamos preocupados com os aumentos dos nossos vencimentos (cliquem nas imagens para verem como ganhávamos pouco).
A IBM, de forma que podemos dizer oportunista, propusera um aumento (imagem em cima à esquerda) e os empregados em Assembleia de 28 de Maio de 1974, fizeram uma contraproposta mais igualitarista (imagem em cima à direita).
A "lista B", que fez a proposta dos empregados era constituída por José Paulo Silva Graça, Joana Lopes, Fernando Redondo, António Branco, Carlos Sales,Fernando Alcobia e António Brás


A Comissão AD-HOC eleita a 2 de Maio para preparar eleições para o Conselho de Empregados e para a Comissão Executiva (que vieram a ter lugar entre 28/5 e 3/6) teve que lidar com esta crise. Até foi feita uma "Exposição a Paris":

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domingo, 27 de abril de 2008

No vai e vem das marés


Já fui ver a exposição de fotografias da Marina Gorlier. É bem gira.
Recomendo vivamente. O conjunto de fotos que o Porto Palafítico da Carrasqueira lhe inspirou está exposto na Biblioteca Municipal de Alcácer do Sal até ao dia 3 de Maio. O horário do espaço é de Segunda a Sábado das 10,00-12,30hrs e 14,30-19,00 hrs.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Gift da Convenção de 1979 em Copenhaga














À força de tanto despertar, saltou-lhe a tampa ( ou melhor, o parafuso ), os ponteiros cederam ao cansaço, deitaram-se no chão e adormeceram para um sono profundo há já vários anos ...

Este foi o gift da Convenção OP em Copenhaga em 1979 e faz parte do memorial de quinquilharia que uma mísera caixa de sapatos guarda zelosamente para memória futura ....

Gift do Golden Circle de 1987 ?

A esta distância não consigo dar a justificação oficial que a IBM arranjou para a insistência em binóculos.

Talvez para que conseguíssemos ver mais perto os objectivos a que nos propúnhamos .... digo eu ....

Sobre estes já não memorizo o evento que lhes deu origem mas sou capaz de os localizar aquando do cruzeiro no Mediterrâneo em 1988 ( Golden Circle )...
Algum jovem pode ajudar ?

Agradecido

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Gift 1981 - Florença

Cada um de nós recordará o seu passado IBM com as histórias que aqueles anos lhe proporcionaram e ainda com os verdadeiros ícons que passaram a fazer parte do nosso espólio conjunto.
Ao longo das páginas deste blog já referi algumas daquelas que foram memórias incontornáveis e estes binóculos de teatro tiveram um significado especial pois foram o gift que foi distribuído em Florença aquando da convenção do OP em 1981.
Para mim, particularmente, foi a 1ª vez que participava nesses eventos uma vez que tinha falhado a viagem no ano anterior a Copenhaga por ter ficado doente !

terça-feira, 22 de abril de 2008

A lista

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A velha lista dos telefones continua a ajudar-me a recuperar os nomes quando a memória falha. Um objecto do nosso quotidiano, durante dezenas de anos, que agora vive comigo em minha casa.

domingo, 20 de abril de 2008

Hotel da Lapa, 1998

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Na Primavera de 1998 a IBM promoveu uma sessão cujo conteúdo não recordo no Hotel da Lapa. Eu na época já estava há cinco anos na VBS, vagamente parceiro da IBM, e fui convidado.
Gostei sempre muito de reencontrar os colegas da IBM. Podem ver-se nas imagens o Carlos Sardo, Maria Augusta, Matos Faria, José Joaquim e Alfonso Guevara.

sábado, 19 de abril de 2008

Um encontro bloguista ...

Ainda que os bloguistas ( intervencionistas e/ou voyeurs ) se tivessem reduzido ao expressivo número de 3 ( Mariano Garcia, Júlio Branco e Garcia de Matos ) , aqui fica uma deficientíssima fotografia a atestar da realização do almoço no restaurante panorâmico O Sol ( às escadinhas do Duque, em Lisboa ) durante o qual se recordaram prazenteiramente algumas passagens das nossas vidas enquanto IBMers.
Ficou o desejo de se promoverem novos encontros e com mais gente !!!

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Um caso como tantos outros, em Abril

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Há exactamente 34 anos fui preso pela Pide. Quando saía de casa para o emprego, na praceta adjacente, fui interceptado por cinco ou seis homens que me forçaram a subir de novo ao terceiro andar.
Obrigaram-nos a sentar, a mim e à minha mulher, enquanto passavam a casa a pente fino perante o espanto do meu filho Mário de três anos. Encontraram vários livros, tanto romances como ensaios, que consideraram suspeitos e que apreenderam. Também apreenderam algumas fotografias de índole pessoal.
Numa incompetência que então me pareceu miraculosa manipularam e acabaram por deixar intacto um enorme pacote, amarrado com uma corda, que continha centenas de Avantes.
Depois disso ordenaram-me que os acompanhasse para me fazerem algumas perguntas.
Uma hora depois tive a horrível experiência de ouvir a chave da cela a rodar metálicamente nas minhas costas. Contara sem dar por isso, uma a uma, todas as portas que se tinham fechado desde que entrara em Caxias.

A Maria Rosa, depois de queimar a papelada na sanita, foi à António Maria Cardoso exigir a minha libertação tendo sido também presa.
Nós fizemos parte do último grupo de pessoas (18 salvo erro) presas antes do 25 de Abril.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Há 33 anos, era assim


Porta de entrada do Bloco D, em Alvalade - por mais surrealista que hoje pareça.

Fotografia tirada no dia das eleições para a Assembleia Constituinte (25 de Abril de 1975).


Para uma síntese perfeita, cliquem aqui.

domingo, 13 de abril de 2008

Quando os mortos que são alvo de chacota foram nossos amigos, insurgimo-nos !

Vou correr o risco de ser acusado de desvirtuar o conceito deste blog, por um lado, e/ou de confundir os leitores com eventuais apelos a questões de índole política, por outro.
Esclareço, porém, que nem uma coisa nem outra estão na minha ideia mas senti um verdadeiro impulso de vir a público manifestar o meu repúdio por uma brincadeira brejeira até por mexer com amigos ex-colegas da IBM.
Direi mais. Sou um apologista incondicional do humor ; sou visceralmente contra a censura ; mas também sou a favor do conceito de liberdade responsável prevendo que a mesma acabe quando colide com a de outro cidadão.
Vem isto a propósito duma daquelas notícias-que-se-não-aconteceram ... podiam-ter-acontecido que dão voz ao suplemento do jornal O Público às 6ª-feiras e que dá pelo nome de IN - Inimigo Público.
Refere-se naquela folha humorística ( a propósito de problemas existentes no cemitério de Carnide ) que "o vereador Sá Fernandes já sabe como resolver o problema de incorruptibilidade dos 10.600 cadáveres sepultados naquele cemitério. Vai levá-los para o Sport Lisboa e Benfica pois os técnicos dizem que não há melhor sítio para decompor coisas." ... ( sic )
Perguntar-me-ão porque razão me amesquinhei com a brejeirice. Pois bem, dos 10.600 cadáveres que lá se encontram, um é de um nosso ex colega - o Manel Lima e Silva - de quem era particular amigo e não gostei do mau gosto.
Pese embora, o espírito humorístico e revisteiro do próprio Lima e Silva que aqui referencio, uma vez mais, como homenagem às memórias IBM.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Como tudo começou...

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Como o Júlio publicou neste blog o recibo de vencimento de 1976 eu, para não ficar atrás, decidi publicar a carta em que o Robert Dunkel me comunicava a minha admissão como empregado da IBM.
Na altura tive a noção da importância deste passo mas não podia de forma alguma imaginar o que vivi nos 23 anos que se seguiram.
Eu concorri para a IBM com base num anúncio que tinha sido publicado no Diário de Notícias ainda eu vinha no navio que me trouxe da Guiné; foi um amigo que me avisou e foi desencantar o jornal numa pilha de papelada que tinha lá em casa.

Andei a fazer testes em paralelo na IBM e na Guerin durante três meses.
Num certo dia fui chmado à Guerin, de manhã, e comunicaram-me que tinha sido seleccionado e até me apresentaram vários alemães. No mesmo dia, quando fui a casa almoçar, tinha um telegrama da IBM para me apresentar na Duque de Palmela. A opção que tomei sabem vocês qual foi.
A vida é feita destes fortuitos...

P.S. Do mesmo processo de selecção resultou a admissão do Mário Paz, Luís Valério, Fernando Naves e Pereira da Conceição (esteve pouco tempo na Companhia)

terça-feira, 8 de abril de 2008

Outro episódio

Júlio, a tua descrição do episódio do Ritz foi para mim um misto de situação hilariante e, simultaneamene, de solidariedade pelo "aperto" que viveste.
Foi hilariante porque retrataste muito bem a situação e a esta distancia é impossível não rir com o sucedido.
Senti-me solidário porque também me recordou uma outra história que vivi nos tempos do OP.
Numa determinada altura, trabalhei a rua Columbano Bordalo Pinheiro.
Uma das "técnicas" apuradíssimas que tínhamos para detecção de hipotéticos compradores de máquinas de escrever era verificar onde havia ares condicionados instalados pois poderia ser prenúncio de um escritório.
Ora bem, aquele prédio tinha lá nos altos, um desses aparelhos instalado.
Mas, uma vez que ia "fazer um call", aproveitava para "inspecionar" o resto do prédio, subindo, obviamente, a pé toda aquela escadaria verificando se havia chapas identificadoras da existência de algum advogado ou um escritório de import/export.
Não recordo mas o prédio teria aí uns 10 andares e eu já ia lá para o 8º.
Mas, eis senão quando, investe sobre mim um gaijo que se terá convencido que a minha presença era suspeita e representaria uma ameaça à segurança e tranquilidade dos condóminos.
Era o porteiro !
Arranjou uma algazarra tal que lá tive que me esmerar na arte da persuasão falada embora não tivesse sido suficiente e o recurso a algumas técnicas orientais foram a solução para tamanho escândalo.
Entretanto, vim em passo acelerado pelas escadas abaixo sem ter conseguido fazer muito pela nota de encomenda que levava na ideia ...
Voltei ao prédio uns dias depois.
Toquei à campainha do tal andar do ar condicionado e apareceu-me uma senhora extremamente bem dotada pela natureza que poderia estar necessitada de variadíssimas coisas menos de uma máquina de escrever o que me dificultou o approach que preparara para início de conversa.
Claro que não tive direito a qualquer award !

UM EPISÓDIO

(Reconhecimento das várias chamadas a qualquer hora da noite, antes, após e durante a estada desta indidualidade)



Faz para o mês que vem 31 anos que o Vice-presidente dos U.S.A. visitou Portugal. Fui a pessoa nomeada pela IBM, responsável pela instalação e assistência de todo o equipamento IBM a instalar e outros trazidos pelo staff do visitante, no Hotel Ritz.

A segurança na entrada naquele Hotel , como calculam, era enorme, não passava um alfinete que tivéssemos agarrado ao nosso vestuário.

Um dia, fui chamado às 04horas da “matina”, por um equipamento que teimava em não arrancar.

Pego na minha ferramenta, depois da interrupção de um sono profundo e na minha boa vontade, lá vai ele até ao Hotel Ritz.

Ao chegar ao Hotel qual o meu espanto, mesmo depois de me identificar e explicar o motivo da minha ida, inclusivamente dar o nome da pessoa de contacto, o Marina de serviço ao passar por mim com o detector de metais de imediato pega-me pelo braço chama outros Marines pelo intercomunicador gerando-se ali uma confusão.. só via Marines armados até aos dentes, levam-me quase de rastos para uma sala pequenina, confiscando-me de imediato a mala de ferramenta. Passados quinze minutos, sozinho naquela sala, e à média luz que para mim pareceu-me 15 horas, aparece o chefão dos Marines cheio de medalhas ao peito, parecia-me mais um antiquário ambulante, a fazer perguntas que me lembrava os tempos da pide. Após 5 minutos de interrogatório, aparece então o Embaixador acompanhado de outro Marine onde transportava a minha mala de ferramenta, queria lembrar-me do nome dele ??... não vem...Cuja pessoa conhecia-me bem, por várias vezes ter ido dar assistência ao equipamento que tinha no seu gabinete, na Duque de Loulé e na Residência Oficial, a pedir-me imensa desculpa pelo ocorrido, e a explicar qual razão porque foi aquele excepcional procedimento. Era então, que tinham recebido um telefonema anónimo de que estaria uma bomba no Hotel. Não ganhei para o susto, como podem calcular.


Os CE’s sofreram...........



E o resultado de todas estas tropelias, foi a oferta de este diploma que aqui apresento, que por acaso encontrei no sotão dentro do meu baú das recordações.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Isto é um desafio !

Faz hoje excatamente 3 meses que mandei o meu primeiro post para este blog !
Vou ser franco , reavivou-se-me uma memória incontornável que é a "foto" que mantenho na minha cabeça de alguns ex-colegas de empresa pelos quais, obviamente, o tempo foi passando, marcando-nos com os seus sinais, mas dando-nos ainda a vivacidade necessária para irmos barafustando e contrapondo pontos de vista que têm a vantagem de dizer : estamos vivos !
Mas nestas coisas prefiro levá-las mais à frente !
Dirijo-me directamente aos cerca de 700 / 800 que éramos no tempo em que dei os primeiros passos na companhia mas, por razões que se prendem com a dinâmica de um blog, incito os mais colaborantes ( Lucas de Sousa, Júlio Branco, António Romão Guimarães, Penim Redondo, Mariano Garcia, Joana Lopes ) a juntarmo-nos para tomarmos um pequeno almoço, um almoço, um lanche, jantar ou ceia para nos revermos !! Mas que seja rápido para não esmorecermos !
Há candidatos ?
Sugestão : cafezinho da manhã na Brasileira no próximo dia 11 ( 6ª feira ) às 10 horas, certo ? Prevê-se uma manhã sem chuva ( embora na Brasileira não chova !) e sou capaz de imaginar uma verdadeira "invasão" de ex-IBMers a esgotar a doçaria das prateleiras !!!
Era bonito ....

sexta-feira, 4 de abril de 2008

QUEM NÃO SE LEMBRA?


Este é o 1.º recibo de 1976, tinha eu então, já 6 anos de IBM. Foi a partir dessa altura que passei a ter a "doença" de coleccionismo. Tenho todos os restantes recibos até à hora da minha aposentação.

Reparem num item de desconto: "QUOTA CLUBE IBM" diz-vos alguma coisa?

Júlio Branco

quinta-feira, 3 de abril de 2008

COMENTÁRIO A COMENTÁRIOS

Penso....... posso estar enganado, que este blog foi criado e dou real valor ao obreiro do mesmo, foi para que todos os IBM'ers no activo, aposentados e ex-IBM'ers, pudessem narrar as suas memórias durante a sua prestação de serviço na COMPANHIA IBM PORTUGUESA, SA, porque recordar é VIVER. Não obstante, estou a verificar que já estamos a levar este blog para a POLITIQUICE. Por favor não estraguem este tão maravilhoso blog, existe tantos blogs com esse objectivo, porque usar este para a politica? Sei que não podemos nem devemos enfiar o bico na areia, neste sentido... usem e abusem nesses blogs,por exemplo neste :( http://democraciaemportugal.blogspot.com/2008/01/afinal-foram-s-9732-milhes.html ), ou abram outros, mas neste NÃO... se pretendem que este blog seja para pessoas restritas, com determinada ideologia politica, então que o digam, pois assim este meu comentário, ficará sem sentido, o que peço desculpa.
Tinha que dizer isto, desculpem se ofendi alguém, mas eu sou assim mesmo, sempre o fui, mesmo quando estava no activo, não as guardava a ninguém, dizia o que pensava, tanto o bem como o menos bem. Não era agora nesta altura do campeonato que mudava.
Um abraço a todos,

Júlio Branco

Escola de Vendas de 1988

(gentilmente cedida pelo Mário Marzagão)

Trata-se de uma imagem da "célebre" Escola de Vendas de 1988, tirada no Hotel Golf Mar (Vimeiro) em 29-Jul-88.

Da esquerda para a direita, de pé: Álvaro Ascenso, Emília Paiva, Nuno Fernandes, Mário Marzagão, Marques Lopes, Júlia Matos Silva, José Carlos Gonçalves, Augusto Carreira, Pedro Ferreira, Fátima Castro, Luís Lopes, Rui Almeida, Edmiro Nunes, Jaime Bento (semi oculto), Carlos Silva Pinto ("Cájó"), "TóZé" Costa e Silva, António Grilo, Helena Evangelino, Pedro Barreira Vieira.

De cócoras: Carlos Silveira Pinto, Guilherme da Fonseca (mais tarde, Guilherme Statter).

terça-feira, 1 de abril de 2008

Solidariedade internacional durante o PREC

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Durante o PREC foram constantes as manifestações internacionais de solidariedade, ou pelo menos de curiosidade, recebidas pelo correio e até de viva voz. Lembro-me de ser comum a visita à IBM, para falar com os membros da CT, de colegas de outros países que por qualquer razão passavam por Lisboa.
O documento apresentado é um exemplo dessa fama de que gozámos durante algum tempo.
Estes amigos espanhóis, que ainda padeciam de falta de liberdade, organizaram durante uma estadia minha em Madrid, uma reunião semi-clandestina com empregados da IBM Espanha para eu relatar, em directo, as nossas extraordinárias experiências.