terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Eu, Garcia de Matos, me identifico





Entre estas duas imagens existiu uma outra que perdurou alguns anos lá pelas bandas de Alvalade.

A côr desbotou, é certo, mas o entusiasmo mantém-se !

As "cruzes" já doem com o oscilar do clima e as entranhas são alvo de observações tendentes a não deixar criar um clima demasiado hipocondríaco.

Foi uma delícia a descoberta deste blog pelo recordar de pessoas e situações que estavam condenadas ao esquecimento e seria óptimo que muitos viessem testemunhá-las na certeza de que o tempo tudo suavizou e lhes deu a beleza do distanciamento.



A nossa história comum é feita de sucessos e insucessos individuais, de cursos, de idas a La Hulpe, a La Gaude, às convenções, aos Golden Circles, aos kick Offs, das lutas políticas, das reuniões da Comissão de Trabalhadores na cantina, dos exercícios de simulações de incêndios, dos flirts, dos open-doors, mas sempre, sempre de costas quentes com a garantia de estarmos numa casa cuja segurança que nos era dispensada nos dava uma tranquilidade hoje inexistente.

Entretanto fomo-nos transformando.

Naquele tempo éramos jovens adultos, muitos, recém casados, outros, recém divorciados.

Hoje somos avós e pela minha parte já cá estão 3 netos.

Uma certa nostalgia reaviva-se com a recordação de fotos das festas de Natal no Casino do Estoril. E como aquela miudagem gostava daquilo !...

Hoje não sei como tudo se processa na IBM mas faço votos que os novos representantes daquela que foi a nossa casa possam, daqui a 30 anos, recordá-la com o mesmo entusiasmo que a existência deste blog nos está a possibilitar.

Com este post tiro finalmente o capacete e desportivamente participarei neste sítio com grande entusiasmo.

Aproveito para vos convidar à leitura do http://www.sekanevasse.blog.com/ onde me passeio noutros registos e, já agora, para quem nunca conheceu, dêm uma saltada ao http://www.kurwasapertadas.blogspot.com/ .

Um abraço a todas(os)
Garcia de Matos

A nossa história fez-se com os que já partiram.

Poderá parecer sórdido mas eu gostaria de começar esta minha colaboração no “ibmemorias” apelando exactamente à memória de alguns Amigos cujo dramatismo dos seus desaparecimentos prematuros me perturbou de sobremaneira.

Com cada um deles partilhei histórias de grande cumplicidade pessoal e profissional daí que sejam para mim, referências incontornáveis da minha vida enquanto IBMer .

Outros se despediram já mas refiro-me àqueles com quem mais intimamente me relacionei durante quase 3 dezenas de anos .

Carlos Alberto Carvalho do escritório do Porto.
O seu porte elegante e sentido de humor apuradíssimo, escondia na sua pequena gaguez um colega extraordinário.
Recordo-o aquando duma acção de formação em Sesimbra com o título genérico OP Dialog.
Estávamos no primeiro ano de vendas onde os habituais acrónimos nos eram lançados sob a forma de verdadeiro “achincalhamento” perante a nossa posição de “maçaricos”.
Fazíamos parte do mesmo grupo de trabalho que teria que fazer uma apresentação a um hipotético cliente e onde lhe debitaríamos o maior número possível de argumentos.
O Carlos, com muita graça, avança para a improvisada mesa de apresentação onde se encontrava um retroprojector e expõe o até aí escondido montão enorme de folhas de papel que formariam a sua apresentação.
Claro será dizer que isso causou um verdadeiro sururu perante a classe que se viu na eminência de ter que o ouvir durante horas a debitar toda aquela informação ….
De imediato se percebeu que, afinal, só a 1ª página tinha matéria de atenção e tudo deu origem a grande gozo !

Manuel Lima e Silva
Ligavam-nos laços de amizade ímpares.
Conheci-o nos Açores quando ambos fomos mobilizados para a Guiné.
Pertencíamos à mesma companhia .
Uma hepatite declarada a uns dias do embarque, porém, deixou-o no hospital de Ponta Delgada.
Anos mais tarde, e pela mão dele, vou ao serviço de pessoal da IBM na Duque de Palmela dar o nome para me inscrever para uns testes psicotécnicos.
Casámos no mesmo dia, ele em Queluz, eu em Esposende.
Por verdadeiras coincidências, os nossos primeiros automóveis eram iguais.
Fomos colegas no OP.
Indescritíveis ficaram a ser as convenções onde o Manel participava.
Na viagem para uma delas, no avião, apercebemo-nos que um casalinho estrangeiro levava, clandestinamente, uma cesta com um gato o qual, a páginas tantas, deu-lhe para lançar uns mios estridentes provocando uma azáfama desmedida nas hospedeiras para ver se descobriam o bicho.
O Manel, com a sua capacidade humorística e de imitação inexcedíveis, de imediato se agacha entre as cadeiras da fiada central do avião e começa a grunhir como um porco e tão convincente o foi que provocou uma hilariante desarrumação quando recebeu toda a nossa “colaboração” na apanha do suíno.
Foi o suficiente para o desgraçado do gato passar a esquecido

Alexandre Belo
Bonacheirão na sua postura, levava a vida com uma filosofia de grande companheirismo granjeando simpatias com a mesma facilidade com que entoava estridentes gargalhadas.
Nutria pelo Alexandre uma amizade muito sincera e com o seu desaparecimento também de mim desapareceu uma quota-parte da alegria dos momentos da doce loucura da juventude.
Partilhámos hundred percent clubs por esse mundo fora e teve a sua coroa de glória ao vencer um concurso interno e candidatar-se em Paris ao melhor vendedor da Europa.
Julgo que não o ganhou mas ao visionarmos a cassete da prova final, percebemos que o Alexandre estava para esse concurso como a Simone de Oliveira ou o António Calvário ou todos os outros estavam para o eurofestival. Ganhavam os outros !

José André
De uma geração IBM mais nova do que a minha, desde cedo imprimiu à sua carreira um layout de competência aliado à sua inquestionável adesão à parte lúdica que aqueles tempos nos permitiram e daí a integrar-se no grupo dos mais velhos foi apenas uma consequência lógica.
Apareceu na IBM de motoreta que deixava presa numa árvore com uma correia ferrugenta.
Entrou directamente para o OP e como na altura começou a haver o carro da casa, esperou algum tempo até que lhe fosse entregue um deles ( Opel Kadet ) e, entretanto, ia para os clientes na motorizada e com os catálogos debaixo do braço …
Proporcionava ao grupo alguns extraordinários banquetes no seu apartamento do Alto da Barra no qual se “conspirava” contra as dificuldades da vida …..
Naquele tempo, ainda os vendedores de automóveis ( Alfa Romeo, por exemplo ) se deslocavam à IBM para mostrarem os automóveis aos eventuais compradores !!!
Singrou na carreira e desenvolveu também o seu gosto pelos carros.
Foi dos primeiros a aparecer com um descapotável ( Honda Civic ) e de imediato me convidou a experimentar o bólido. Lá fomos até Setúbal onde nos deliciámos com uns robalos escalados à maneira …
A relação extra profissional consolidou-se de tal forma que o seu adeus foi-me particularmente penoso naquele sábado de Julho de 2001.
Na fatídica 125 .

Da saudade não nos libertamos e daqui lhes envio um enorme abraço, estejam eles onde estiverem, em nome dum sentimento bonito que teve na IBM a sua génese.

Garcia de Matos

Kick-off

Que melhor forma existirá de iniciar a minha contribuição neste nosso blog, do que apresentar o meu primeiro badge?


















Corria o ano de 1972 quando iniciei a minha carreira no escritório do Porto, e por lá fiquei ao longo de mais de 30 anos.

Desde já prometo trazer mais "novidades"...

O mistério vai-se desvanecendo ....


Comecei a tirar o capacete !
Claro que ainda não se passou o tempo estabelecido mas, quero crer, a partir daqui as coisas simplificaram-se.
Devo confessar que esta foto tem muito de artístico ( que me desculpem os puristas ) pois foi tirada com um telemóvel, em posição de auto temporizador, e com recordações IBM por todos os lados !!
Ao olhar para o computador, mesmo não o sendo, é impossível não associar aquela marca ao objecto. É um pouco como chamar Black & Deck a um qualquer berbequim, não acham ?
E já repararam na parede ? É só Achievement Awards! Darão pistas suficientes ?
Pela secretária ainda descortino um TKINK e outras pequenas coisas que traduzem a memória daqueles tempos....
Vamos falando ...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Adivinha

.












Têm três dias para adivinhar quem é este nosso colega.



.

Luanda - Centro Mecanográfico do Exército



Em 1972/1973 no Centro Mecanográfico do Exército, enquanto dava os primeiros passos na profissão, estavamos a migrar aplicações do velho 1401 para o novissimo IBM 360-25, um "maquinão" com 32K de memória (versus os 4k da 1401) com discos de 10MB removíveis e tapes!!!! Novos programas em Assembler e Cobol, superiormente orientados pelo Veiga e pelo Firme, enfim uma excitação, com o vosso amigo Couto aqui a ver atentamente as mensagens da consola do sistema!!!! Ao fundo podemos ver racks de cartões, que à época eram o único meio de "comunicar" com o computador, quer fossem programas ou dados de aplicações. O Manuel Pedro estava sempre atento para que a máquina estivesse 100% operacional.

Em tempo de KICK OFF, SPEAK UP

.


(clique na imagem para ver ampliação deste grafismo publicado na Revista IBM no Outono de 1987)


Neste primeiros dias de 2008, em tempo de Kick Off, apetece-me convidar de novo todos os que trabalharam na IBM a dar os seus contributos para este blog. Fotografias, documentos, relatos, you name it.
Se não sabem como fazer, eu explico. Se estiverem com preguiça enviem-me o material que eu publico.

SPEAK UP !!!

sábado, 29 de dezembro de 2007

Lista candidata à Direcção do Clube IBM

.



Será que alguém sabe datar este comunicado eleitoral do Clube IBM ?

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

O FIM DO CLUBE IBM

Clube IBM - últimos anos



Quando, no texto sob o título “O Clube IBM nas Corridas Pedestres”, apelidei de “MISTERIOSA” a extinção do Clube, tinha como objectivo “provocar” alguns comentários sobre essa discutível afirmação, ou seja, que, por isso, surgissem algumas questões ou esclarecimentos sobre aquele fim “não anunciado”. Como, até agora, tal não aconteceu, acho que devo explicar o porquê de ter recorrido a letras maiúsculas para ilustrar a surpresa sobre o desaparecimento de tal associação, até porque muitos dos colegas, provavelmente, nem se aperceberam do facto, uma vez que já não pertenciam ao “activo” da IBM.

Na história do Clube IBM, como aconteceu com outras agremiações do género, houve alguns altos e baixos, tal como já foi aflorado em mensagens neste “blog”, tendo, naturalmente fruto das lutas entre as várias tendências políticas, atingido, julgo eu, um melhor nível, e mais constante, a partir do 25 de Abril. É sabido, e reconhecido, que para o êxito das iniciativas de maior impacto muito contribuiu a disponibilidade, e interesse, da administração da IBM, independentemente da cor “mais ou menos avermelhada” que se atribuía aos elementos dos corpos gerentes do Clube.
Embora não tenha presente todos os elementos que fizeram parte da penúltima direcção do Clube, aqui ficam alguns nomes – Manuel Diogo, Joaquim Bação, Pedro Albuquerque e Quintas Belo.
Tal como o Redondo relata na proposta apresentada pela CT, em 1984, pedia-se à IBM um empréstimo, para aquisição de carro, no valor de 400 contos que, como é sabido não mereceu a aprovação da administração. Por essa altura, e com alguma surpresa, pois não era habitual tal prática, a direcção do Clube foi convocada para uma reunião com os representantes da administração, onde, como ponto prévio, nos foi exigido “total segredo” sobre o que ali iria ser tratado. Embora tal pedido nos levasse a pensar que a proposta “trazia água no bico”, não nos restava outra solução, para termos acesso ao seu conteúdo, teríamos de aceitar. Tratava-se de conceder um empréstimo aos empregados, para aquisição de “aparelhagem de vídeo”, tendo o Clube de suportar a carga administrativa daí resultante. Perante tal situação, pedimos algum tempo para, com toda a direcção, analisarmos a sugestão que, como era evidente, pretendia “contornar” o pedido da CT, com valores mais baixos, e contribuir, ao mesmo tempo, para o descrédito da mesma. Como estavam em causa possíveis benefícios para todos os colegas, entendemos que, só por nós, não devíamos rejeitar tal proposta. Assim, apresentámos a posição saída da reunião de direcção – O Clube convocaria uma assembleia geral para apreciação da proposta (empréstimo) e, se tal fosse aprovado, assumiríamos, apesar das dificuldades, o controle administrativo da mesma.
Claro que a sugestão não foi aceite pela companhia, uma vez que o plano teria de ser aceite por nós e não pelos colaboradores! Desta forma, e para que não constituíssemos um obstáculo à concretização de tal plano, que poderia interessar a grande número de empregados, e porque, certamente, as relações entre as duas partes iriam ser afectadas pela nossa negativa, resolvemos não apresentar qualquer lista á eleição, que se aproximava, dos novos corpos gerentes do Clube, empenhando-nos, no entanto, na motivação de vários colegas para que fosse apresentada, pelo menos, uma lista a votação. Embora não esteja certo, julgo que a última direcção foi eleita em 1984/85, e, tal como prevíamos, a proposta da Companhia foi posta em prática através do Clube, certamente que ainda estamos recordados desse empréstimo.
Apesar de não integrarmos os novos corpos gerentes, eu e o Albuquerque, continuámos a colaborar com o Clube, no que tocava às Corridas Pedestres, Excursões, etc..

Certamente pelo arrefecimento das lutas partidárias, a atenção sobre o funcionamento daquele órgão também esmorecia, por tal facto, aparentemente, ninguém se mostrava interessado em exigir o cumprimento do expresso nos estatutos, principalmente no que tocava à apresentação de contas e marcação de eleições (de três em três anos).
Para a apresentação dos nossos projectos, uma vez que envolviam algum dinheiro, tínhamos alguns contactos com a direcção do Clube, principalmente com o seu presidente que, a certa altura, parecia ser o único responsável “operacional”, sem que notássemos dificuldades superiores às habituais (o dinheiro era sempre pouco). No entanto, nos últimos meses da minha colaboração com a IBM, as coisas tornaram-se mais difíceis, para além de circularem notícias sobre a falta de pagamento a alguns fornecedores, sendo o exemplo mais falado a “Livraria Barata”. Como estava em marcha a saída de vários colaboradores, como era o meu caso, o elenco directivo, na prática, deixava de existir, não havia quem se responsabilizasse por explicar, mesmo informalmente, o que se passava. Perante tal situação, e de acordo com os estatutos, procurei convocar a Assembleia Geral, reunindo, com alguma dificuldade, as 50 assinaturas necessárias para entregar ao (à) Presidente da Mesa da Assembleia, que, pasme-se, não aceitou o pedido, dizendo que não tinha nada a ver com o Clube e que, se quisesse, o entregasse ao Cerejeira. Por outras palavras, o Clube já não existia!
Apesar de aquele colega, em termos formais, nada ter a ver com o Clube, perguntei-lhe o que se passava, tendo obtido uma resposta, no mínimo caricata - o Clube tinha interrompido a sua actividade. Claro que nada valeu argumentar que tal só poderia ser decidido em Assembleia Geral convocada para o efeito.
Naturalmente que a saída de um grande número de empregados no fim de 1997, onde me incluí, deixou no ar o “MISTÉRIO” - porque se interromperam as actividades, com que bases, e o que foi feito dos pertences daquela associação.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

CLAC - Natal 2007

.


O CLAC (o clube dos homens das corridas e não só) realizou o seu almoço de Natal, no Estádio Universitário, no dia 18 de Dezembro.
Clique AQUI para ver todas as fotografias tiradas pelo Fernando Couto.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Natal de 1982

.


Era mais ou menos por esta altura que costumava ter lugar a Festa de Natal da IBM.
Anos a fio teve lugar no Casino Estoril. Para assinalar o facto aqui fica uma fotografia dos meus miúdos no Natal de 1982. à esquerda está a Ana (cujo apelido não recordo) e a engraçadíssima filha dela.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

O Clube IBM nas Corridas Pedestres

Quintas Belo, José Eduardo, Guilherme Pereira Lopes e Manuel Diogo



Em 1980, um grupo de “dissidentes” das habituais futeboladas, entre os elementos da IBM e da Danfoss, que duas vezes por semana se realizavam no estádio 1º de maio, dava origem à equipa de corredores do Clube IBM. Embora o número de elementos, que com mais frequência aderiam às corridas à volta daquelas instalações, tivesse alguma variação, de acordo com a capacidade de resistir às solicitações dos futebolistas, principalmente quando as equipas se apresentavam “desfalcadas”, o núcleo principal era constituído pelo Manuel Diogo, Quintas Belo e Zé Eduardo. Aquelas corridinhas tinham apenas como objectivo a prática de uma actividade física, onde as “caneladas” não marcassem presença. No entanto, o encontro ocasional, com o Guilherme Pereira Lopes, quando, após uma das sessões de treino à hora de almoço, regressávamos ao posto de trabalho, veio alterar os nossos planos, uma vez que aquele colega, já tinha participado em várias provas de estrada integradas no recente movimento de “corridas populares”, nos convidou para “alinharmos” na próxima, uma “meia maratona” que se iria disputar em Paços Negros, próximo de Almeirim. Assim, no dia 26 de Julho de 1980, pelas 18 horas, e após um almoço “à altura” no conhecido “Toucinho”, em Almeirim, a equipa do Clube IBM, constituída pelo Manuel Diogo, Guilherme Lopes e Quintas Belo, apresentava-se na linha de partida, para aquela que seria a primeira de um grande número de participações em provas, durante mais de 25 anos, ou seja, até à “MISTERIOSA” extinção do Clube.


Paços Negros - primeira prova em que o Clube participou
Q.Belo, P.Lopes, M.Diogo


Ainda nesse ano, após as férias, participámos em mais 7 provas, meias maratonas de S.João das Lampas, Nazaré e À-dos-Cunhados, cabendo a estreia internacional à “Carrera Pedestre de Santiago de Compostela”. Em Setúbal, numa prova com a distância anunciada de 15 Kms, mas que devia ter 18, pelo menos, registámos a primeira peripécia digna de registo, não só pela prolongada ansiedade gerada no seio do grupo, numa primeira fase, mas também pelos jocosos comentários e muitas gargalhadas que tiveram lugar após a conclusão da prova. O António Mestre, que queria fazer a estreia naquelas andanças, embora não treinasse assiduamente (era daqueles que cedia aos apelos do futebol), apresentou-se, eufórico, naquela tarde de sábado, disposto a participar na prova, pois até tinha feito um treino de 15 kms no dia anterior (para ter a certeza que aguentava aquela quilometragem). Enfim, lá iniciámos a corrida, com uma volta á pista do Estádio do Bonfim, local onde regressámos após gastarmos bastante mais tempo do que o previsto, resultado, certamente, da maior distância percorrida (não havia GPS). Embora separados, como na maioria das provas, os elementos do grupo foram chegando, faltando apenas o Mestre, cuja demora, numa primeira fase, não admirava, uma vez que estava a fazer a estreia, mas, o atraso começava a ser exagerado e a tarde começava a dar lugar à noite, motivo, mais que suficiente, para que pensássemos o pior, principalmente o Diogo que, mais impaciente, corria entre a meta e a entrada do estádio, na esperança de vislumbrar o colega em falta. Quando a ansiedade já dava lugar ao desespero, eis que surge, aos zig-zags, o tão desejado parceiro que, abraçado pelo Diogo, assim percorreu os últimos metros da prova. Passados alguns minutos, e após a reposição dos “níveis” numa cervejaria próxima, entre risadas, contávamos ao Mestre, o que tínhamos pensado enquanto esperávamos, e como ele tinha entrado no estádio, ao que ele respondeu, para nossa surpresa - não me lembro de ter entrado no estádio!
Nos anos seguintes, o número de provas, que mereciam a nossa presença, nunca ficava abaixa de 25, e o grupo ia engordando, passando a contar com outros “bate-estradas”, como alguns colegas, pejorativamente, nos apelidavam: Carlos Penedo, Joaquim Bação, João Martins, Pacheco do Passo, Manuel Pedro, Pedro Albuquerque, Corte Real, José Dionísio, Fernando Redondo, Susana Alvarez e, com uma ou outra participação, Gigon, Mário Pereira, Catry, Paulo Ponce, Carlos Sardo, Pedro Ivo.
O movimento das corridas populares também se alargava, contemplando várias localidades do país e, de uma forma natural, as camisolas azuis com o emblema do Clube IBM, marcavam presença na maioria das provas, principalmente naquelas que contemplavam as distâncias de 21 quilómetros (meia maratona).

20 Kms de Almeirim - C.Penedo, P.Albuquerque, J.Bação, P.Passo, Q.Belo, M.Pedro e J.Martins



Apesar de naquele tempo alguns entendidos na matéria considerassem um exagero correr a maratona, 42 Kms, “estivemos lá” (Maratona de Torres Vedras) logo no ano de 1982, sendo um novo pretexto para estendermos os nossos horizontes de corridas a outros países. Para quem não se lembra das famosas, e concorridas, excursões organizadas pelo Albuquerque, aqui ficam algumas referências: Nova Iorque, Orlando, Cuba, Londres, Paris, Madrid, Sevilha, Badajoz.


Passagem de testemunho (temporária) de pai para filho (Q.Belo e Rui Belo)



Colaborámos ainda, com esta vertente desportiva, em vários convívios do Clube, Vimeiro e Tróia, e, especialmente para os mais novos, em 24 de março de 1984, organizámos um torneio de corrida na pista sintética do Estádio de Alvalade, a partir do qual, e em provas de distâncias mais curtas, passámos a ter a companhia de alguns jovens, filhos dos nossos colegas (Firme, Belo, Banha, Fava, etc.). Durante 15 anos, participámos em mais de 300 provas e “palmilhámos” vários milhares de quilómetros.
Como dizia um nosso amigo, triatleta, foram (e ainda são) MUITOS QUILÓMETROS DE PRAZER!


Meia Maratona de S.João da Lampas - em plena prova





Maratona de Lisboa (1994) - Passo, Dionísio, Penedo, Albuquerque, Diogo.




António Quintas Belo

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

O primeiro abaixo-assinado do PREC na IBM











Imediatamente após o 25 de Abril foi lançado este abaixo-assinado, com várias folhas, para a realização de uma reunião geral.

Pedia-se um local para o dia 30 de Abril.

Tanto quanto me lembro a reunião foi feita no primeiro andar (em obras ?) mas não tenho a certeza sobre a data.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Campanha de Marketing (4)

Mais uma:

Luís e Francisco Carvalho da Costa


Clique na fotografia para ler o texto.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

CT - contribuições voluntárias

(clique na imagem para ampliar e ler as 4 páginas do F&A)


Em Abril de 1982 a recém-eleita Comissão de Trabalhadores avançava com a proposta de uma "contribuição voluntária" por parte dos empregados da IBM no valor de 40 escudos.
A justificação apresentada foi a necessidade de custear as deslocações dos membros da CT eleitos no Porto (neste caso tratava-se da Maria Helena Figueiredo).

Este sistema vigorou durante alguns anos.
Para informar os empregados a CT usou o jornal Factos & Argumentos (número 1).

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Mais um WorkShop

(Uma contribuição do amigo Mário Marzagão)


Um Workshop de Negociação e Venda, Hotel Zurique (Lisboa), 13 e 14 de Julho de 1992.
Em cima: M.Marzagão, Francisco Abecassis, António Pires dos Santos, Jorge Gonçalves da Silva, Yvon Collas, ??, João Mourão, Jaime Bento, Carlos Silveira Pinto, Pereira Costa
Em baixo: Luis Trinité Rosa, Sérgio Carreira da Silva, Cristina Semião, Gonçalo Lacerda, Luísa Pires, Margarida Monteiro.

domingo, 25 de novembro de 2007

Corrida Manteigas-Penhas Douradas


Preparativos para a estafante corrida entre Manteigas e as Penhas Douradas. Vários kms em subida permanente. Isto foi em 1994. Da esquerda para a direita: Carlos Penedo, João Martins, Pedro Albuquerque, F. Penim Redondo e Quintas Belo.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Breve historial dos primeiros dez anos da CT da IBM

(F&A de Nov. 1983 - clique para ampliar)


De 1974 a 1978 a CT sofreu fortemente a influência do PREC. Na sua fase inicial, ainda sob a forma de "Comissão Executiva", teve uma composição marcadamente de esquerda e reflectiu os entusiasmos do momento.

Em Maio de 1975 as eleições para a CT foram ganhas por correntes mais conservadoras que se motivaram por reacção contra o domínio da esquerda, o que correspondeu ao movimento geral do país que culminou no 25 de Novembro.

Esta situação prolongou-se, embora de forma cada vez mais desmotivada, até 1978.

Em 1979 tomou posse uma CT que representava o retorno da influência de esquerda embora constituída por elementos com imagem partidária pouco vincada.

Deu-se início a um trabalho de reorientação da actividade da CT para temas “internos” e a ligação ao "movimento popular de massas" passou, em grande medida, a ser assegurada pelos delegados sindicais.

Em 1979 realizou-se o “Inquérito aos Empregados” endereçando temas como “package de transferências”, A&C, vagas, política salarial, benefícios sociais, carros de serviço.

Com base nos resultados do inquérito foi elaborado um conjunto de propostas de melhoria dos “benefícios sociais” em vigor na empresa e promovido um SPEAK-UP assinado por 276 empregados em Junho de 1981.

Nos anos seguintes essas propostas constituíram o pano de fundo da actividade da CT e foram mesmo, algumas delas, aceites e concretizadas pela companhia. Tal é o caso das extensões do “Plano Médico” à Estomatologia e Oftalmologia (Junho de 1981) e os “subsídios para os estudos dos filhos dos empregados” (Julho de 1982).

Continuaram a ser reivindicados sem sucesso durante este período o “Empréstimo dos 400 contos” e as melhorias do “Plano de Reformas”.

A CT eleita para o biénio 1982/1984, constituída por elementos conotados com os partidos à esquerda do PS, foi introduzindo com força crescente a questão da participação da CT no desenhar das soluções e a questão do acesso à informação, que a lei das CT’s, 46/1979, tinha formalmente consagrado. Esta evolução procedeu em paralelo com as análises e intervenções críticas da CT no plano da organização e situação económica da IBM e mesmo das práticas de gestão.

A CT tenta mesmo em 1983, através da recolha de assinaturas de 284 empregados adquirir o direito a discursar no “Kick-off Meeting”, reunião que no início de cada ano fazia o balanço dos resultados do ano anterior e esboçava a estratégia e o plano do ano seguinte. O discurso, que não chegou a ser proferido, foi no entanto publicado pela CT.

A partir de 1982 acentua-se a vertente de comunicação da CT com os empregados. O lançamento do jornal “Factos & Argumentos”, que viria a publicar dezoito números até 1989, constituiu uma viragem no estilo e influência do processo de comunicação. No segundo número do “Factos & Argumentos” (Maio de 1982) é feita uma análise crítica do OPINION SURVEY de 1980 como forma de “preparar” os empregados para uma nova ocorrência do programa que teria lugar em 1982 demonstrando, pela crítica ao tradicional simulacro de participação na gestão, que a CT apostava no reforço do espírito crítico dos seus representados.

A agudização dos temas da “falta de diálogo” e da recusa de prestação de informações pela Administração, colocando a CT numa postura muito mais agressiva, pode ter sido a causa de uma nova politização das eleições em 1984, as mais renhidas e dramatizadas durante os anos em análise. O próprio Administrador-delegado da IBM não se coibiu de dirigir uma carta aos empregados incitando-os a votar (26/3/1984).

Concorreram duas listas, claramente alinhadas à esquerda e à direita, e a CT para o biénio 1984/1986 resultou composta por quatro elementos da “lista de esquerda” e três elementos da “lista da direita”.

É no Verão de 1984, com esta CT em funções, que as tensões acumuladas redundam no “conflito das grelhas” em que a CT, suportada numa votação em Reunião Geral de Trabalhadores, procura forçar a Administração a tornar públicas as regras que determinavam anualmente as percentagens e prazos dos aumentos salariais dos empregados.

Desse “braço de ferro” resultou a suspensão, por seis dias, dos membros da CT conotados com a esquerda (Alexandre Reis, F. Penim Redondo, Ludgero Pinto Basto e Vasco Almeida) e a sua reacção em tribunal que se viria a prolongar até 1994. Nesse ano foi exarado o acórdão do Supremo Tribunal de Justiça que forçou a IBM a anular as sanções aplicadas e a pagar os montantes correspondentes aos dias de suspensão.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

A lista dos convocados



A certa altura havia o hábito de publicar na REVISTA IBM fotografias dos novos empregados. No princípio de 1987 figuravam estes seis colegas que tinham sido admitidos em 1986.

Tive oportunidade de trabalhar intensamente com dois deles. A Luísa e o Sérgio tornaram-se especialistas em CAD/CAM no grupo "Manufacturing", onde eu era o mais velho, e que obedecia em 1986 ao divertido e saudoso Carlos Melo. A Luísa foi eleita, tal como eu, para a CT em 1988.

Também trabalhei e convivi bastante com o Artur, o Nuno e o Marzagão. Boa gente.
Do Policarpo é que eu não me lembro muito.
Julgo que só o Artur e o Marzagão se mantêm na madrinha.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Manifestação virtual parece resultar

.

One month after a virtual protest staged in Second Life with almost 2’000 avatars demonstrating on IBM islands, a new contract with IBM Italy has been signed.
The new agreement, which still needs to be approved by the IBM Italy workforce, reinstates the performance bonus that was cut unilaterally by IBM Italy management.
The agreement signed by IBM Italy and the trade union Rappresentanze Sindacali Unitarie (R.S.U.) not only includes the performance bonuses from 2007 up until 2010 but also payments by IBM into a national health insurance fund and also states that negotiations will continue with respect to IBM industrial and business strategies in Italy and the improvement of internal communication policies.
The situation abruptly improved and negotiation resumed after the former country manager left IBM in the mid of October, who had signed responsible for the pay cuts in the first place. His departure cleared the air and facilitated constructive negotiations between social partners as this could be expected from a professional management of a high-tech company.
The virtual demonstration organized on 27 September for a whole day has certainly had an impact on the positive development. Almost 2’000 virtual protestors from 30 countries populating IBM premises in Second Life solicited an unprecedented media echo from all over the world, including TV and radio stations, daily news papers, computer and business magazines. The virtual protest had been supported by global unions such as the International and European Metalworkers Federations (IMF and EMF) and UNI Global Union.
The threat of strike action in the “real world” by the Italian unions after the virtual protest has certainly also helped to break the deadlock. Yet, the impact of this historical action in Second Life must not be underestimated.