sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Um ovo pascal original



Já deverá ser uma raridade este autocolante distribuído aos empregados pela CT da IBM, por altura do 50º aniversário da Companhia, na proximidade da Páscoa de 1988.

Este ovo pascal trazia no bojo, a querer saltar cá para fora, o "Prémio de Aniversário" para todos os empregados proposto pela CT com o valor de "200 contos".

As comemorações do cinquentenário decorreram à sombra do conflito entre a CT e a Administração, tendo mesmo a CT boicotado as festividades.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Campanha de Marketing (2)

No seguimento desta minha mensagem, publico hoje a foto de Álvaro Teixeira.


Clique na imagem para ler o texto (mas não é fácil...).

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

O fenómeno "CT da IBM"



Existiu Comissão de Trabalhadores na IBM, ininterruptamente, nos vinte anos decorridos entre 1974 e 1994; desde a Comissão Executiva nascida nos alvores do PREC até à sua versão madura que em 1993 ainda tinha energia para realizar o paradigmático “Inquérito – Imagem da Gestão” (uma assembleia de voto em que os empregados classificaram os membros do "Board of Directors").

A primeira questão que se levanta é a de perceber o porquê da persistência desta estrutura representativa dos trabalhadores, muito para além do prazo que as condições salariais e profissionais, as características da empresa e a prática nas suas congéneres permitiriam augurar.

Em nosso entender as razões, sendo múltiplas, deverão ser enquadradas pelos seguintes factos:

- O estilo de funcionamento da CT consistiu na disputa, à hierarquia da IBM, da influência sobre a “opinião pública” evitando cuidadosamente a radicalização dos processos e apostando na credibilidade da comunicação. A única excepção a esta regra foi o “caso das grelhas” ocorrido em 1984 e que só foi resolvido por acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 1994.

- As “bandeiras reivindicativas” empunhadas pela CT ao longo dos anos acompanharam de perto, e adaptaram-se, às vicissitudes económicas da empresa

- As relações profissionais e os padrões de desempenho típicos da IBM constituíram uma “base cultural” favorável ao funcionamento consistente da Comissão de Trabalhadores.

- A célula do PCP, organização que mais velou pela sobrevivência da CT da IBM mesmo quando brevemente na “oposição”, revelou uma peculiar coesão e persistência.

- Passado o período inicial do PREC a actividade da CT foi sistematicamente isolada das vicissitudes partidárias e respeitou escrupulosamente o seu carácter “reivindicativo” embora a influência dos partidos continuasse sempre subjacente.

Vinte anos depois do 25 de Abril era já possível constatar, através dos resultados dos “Opinion Survey”, uma notória transformação na “consciência colectiva” dos empregados da IBM no que toca às relações com o seu empregador. Uma atitude condescendente e receptiva ao paternalismo ainda maioritária durante o PREC tinha dado lugar, no início dos anos 90, a uma notória ansiedade quanto ao futuro e a muitas dúvidas sobre a capacidade da empresa para vencer as dificuldades trazidas pelos novos condicionalismos do mercado.

Se é verdade que essa transformação não resultou exclusivamente da acção da CT também é verdade que, sem o seu trabalho de perspectivação, a profundidade das mudanças de mentalidade poderia ter sido menor.

Apesar de terem mantido sempre invejáveis níveis salariais e um generoso leque de benefícios sociais os trabalhadores da IBM foram tomando consciência do carácter excepcional das vantagens competitivas da sua empresa e habituaram-se a “subir a fasquia” de acordo com a dimensão invulgar que os resultados líquidos anuais iam patenteando. Para isso contribuiu a permanente atenção da CT relativamente às empresas nacionais congéneres e às sucursais da IBM noutros países, no âmbito do “sindicato internacional” IWIS – IBM Workers International Solidarity.

Quando no fim dos anos oitenta as vicissitudes do mercado e da tecnologia interromperam uma prosperidade que parecia acima de qualquer suspeita e a empresa teve que lutar pelo seu lugar de leader e, quem sabe, pela própria sobrevivência as reivindicações passaram a centrar-se na qualidade da gestão e na protecção dos trabalhadores contra a tentação de conseguir soluções fáceis sacrificando as regras de respeito pelo indivíduo que sempre tinham constituído património da IBM.

Embora a participação nas votações tenha diminuído ao longo do tempo é curioso verificar que os elementos eleitos para a CT pela lista vencedora obtiveram um número de votos idêntico em 1984 (no auge das disputas entre listas de “direita” e de “esquerda”) e em 1992 (quando oito anos depois já só a lista de “esquerda” concorria às eleições sem oposição).
Foi essa “base eleitoral” activa de cerca de 230 trabalhadores que permitiu manter a Comissão de Trabalhadores até 1994, correspondendo à necessidade de representação colectiva num período em que as mutações sociais e tecnológicas eram cada vez mais interpretadas como fontes de instabilidade.

A história deste percurso constitui demonstração, ao arrepio das concepções vulgares, de que é possível desenvolver uma actividade consequente de tipo sindical mesmo quando os destinatários auferem salários e regalias sociais muito superiores à média.
Os efeitos de tal actividade podem não ser decisivos para o efectivo nível de vida dos trabalhadores mas são certamente um grande salto na consciência da relevância da sua contribuição profissional para o processo de criação de valor.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Programas com cartões de 80 Colunas


Apresento aqui uma tool usada não só pelos CE'S, como também pelos grandes programadores da altura, para que os "furinhos rectangulares" tivessem bem calibrados nos cartões.

Lembro aos mais novos, que todos os programas na altura eram feitos com milhares destes cartões, e bastava que se perdesse um deles, ou saíssem da ordem para que todo o programa se danificasse, por exemplo o não pagamento dos salários de enormes fabricas, a gestão de uma produção fabril, a cobrança da ex CRGE aos seus consumidores de energia, Lisnave, Setenave, Fabrica de Lanifícios Simões, etc, etc.

Começou-se com perfuração com as "029", se não estou em erro, e se tiver corrijam-me, porque não estava na IBM, no inicio da década 60. Em 1980 ainda se utilizava algumas destas perfuradoras usando-as para recuperação de dados antigos, como por exemplo a CRGE e a ENI. Quem não se lembra destas empresas?
Lembro-me de alguns episódios, um deles era quando a leitora dos cartões estava a efectuar o trabalho para a saída de listagens com destino a pagamentos de salários, a máquina por avaria, acelerou, os cartões voavam pelo ar e se escondiam por tudo quanto era sítio, pairava uma tristeza em todos os presentes... nem calculam.... já não havia pagamentos de salários no dia seguinte. Todos os presentes, inclusive funcionários da IBM, CE'S e Programadores, passaram toda a noite de "rabo" para o ar a procura-los e apanha-los, para os colocarem por ordem. Mas não era um ou dois cartões, eram milhares deles, conseguiu-se com a colaboração de todos atrasar a entrega das listagens no Banco para o respectivo pagamento só em quatro horas, o que foi para todos nós uma vitória.
Façam agora uma ideia o que poderia acontecer, foi num ano politicamente bastante"quente" por tudo ou por nada fazia-se uma manifestação, ou uma greve, agora vejam qual seria a posição da IBM na altura, se não houvesse pagamentos de salários atempadamente? Mas felizmente tudo correu bem graças à colaboração de todos os presentes pois ninguém arredou pé enquanto as listagens não saíram da impressora.
Júlio Branco

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Thomas Watson Sr. através do éter...




Na primavera de 1984 a revista "NOTÍCIAS" (que infelizmente se esquecia de indicar a data de publicação) trazia esta espantosa fotografia com esta legenda.
Tinha o seu quê de seita a IBM dos primórdios.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Tão jovens que nós eramos...



Dia 25 de Março de 1970 - Numa reunião realizada provavelmente no Hotel Flórida, a quase totalidade do pessoal presta atenção a uma comunicação, certamente importante, a avaliar pela atenção que lhe dispensavam todas aquelas cabeças pensantes (algumas já bastante descobertas). QUEM CONHECE QUEM ?
Arrisco identificar alguns dos colegas presentes: o José Alvarez, na primeira fila e na segunda, da direita para a esquerda: Jorge Fonseca, Álvaro Teixeira, J. Castro e Melo, Nuno Soares Franco, Jaime Soares. Na outra fila, Sampaio Martins(?), Júlio Freire, Mariano Garcia (de óculos!), Alexandre Herculano, Mendes Pinheiro. Mais para trás: Pina Coelho,Mário Mesquita, José Meira, Célio Moura, Nelson Queirós, Sá Couto(?). No lado esquerdo parece-me ver o Fernando Costa, o Santos Carneiro e o Macedo Franco.
Que me desculpem os outros que não reconheço, ou não lembro o nome.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Campanha de Marketing da IBM


No início dos anos 80 (creio que em 1982), a IBM Portugal fez uma campanha na imprensa, com testemunhos de vários empregados. Não sei quantos foram ao todo, mas tenho alguns exemplares.

Começo pelo meu e irei pondo os outros.
(Clique na imgem para ler o texto.)

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Orgulho...


Margarida Valério e Luís Valério, em Dezembro de 1970

Naqueles tempos idos, vigorava a filosofia de valorização humana, implantada no início da Companhia pelo seu fundador senhor Thomas Wattson. Dava-se especial relevo à importância da IBM na família, e daí a existência do curioso prémio DUAS GERAÇÕES.
Creio que, em Portugal, o primeiro foi para o Bentes e sua filha, depois para o Luís e Margarida Valério e para o Alvaro e José Rita Teixeira. Não sei se os Vasconcelos, os Grilos e outros que vieram mais tarde ainda beneficiaram desta distinção ou se já se havia extinguido. Sei que tal delicadeza já estava há muito esquecida quando chegou minha filha, em 1990. Sinais dos tempos...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

AIS - Sistemas de Automação Industriais Lda


Em Outubro de 1993 deixei a IBM, com um acordo que me permitiria regressar ao fim de dois anos, para fundar a AIS na companhia do meu amigo Alfredo Correia.
A IBM tinha cerca de 30 por cento desta distribuidora de software aplicacional para a indústria que também realizava projectos de implementação. Eu tinha, à partida, uma quota de 3 %.
Estivemos lá, eu e o Alfredo, até ao ano 2000.
Quando saímos a empresa, que passara a chamar-se Baan Business Systems, tinha crescido de 2 para perto de 50 colaboradores e fora vendida a um grupo holandês em 1997.
A IBM desinteressou-se do assunto, e vendeu a sua quota, em 1996.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Apresentação do Júlio Branco


Olá caros amigos,

Acabo de abrir aqui o meu blog. Tenciono ser o mais activo possível, sobretudo narrando as minhas memórias de realce, para que de algum modo, seja útil para todos os intervenientes. Passo a apresentar-me:

Fui um IBM'mer durante 30 anos, trabalhei na área de Hardware, por fim era um funcionário híbrido, fazia de tudo, hardware, software, e administrativo, era um funcionário multifacetado. Depois de me ter aposentado, em Junho de 2000, dediquei-me às minhas paixonetas, sobre as quais nunca tive oportunidade de me debruçar, motivado por aquela empresa nos ocupar o tempo além do horário habitual. Não se trata de lamentações, mas sim de avivar o quanto se trabalhava por "amor à camisola". Após a aposentação, dediquei-me naquilo que também era um apaixonado, numismática e coleccionador de rádios a válvulas, fazendo-os ressuscitar, que cuja profissão foi o meu inicio de carreira em 1959.

Por agora chega este cheirinho das minhas memórias, prometo que virão mais.

Júlio Branco

domingo, 23 de setembro de 2007

I Salão de Fotografia do Clube IBM

(capa do catálogo feita com uma fotografia da filha do Pacheco do Passo)


Em Março de 1972 teve lugar o "I Salão de Fotografia" do Clube IBM.
As fotografias concorrentes seriam depois expostas no átrio da Duque de Palmela.
Aqui fica a SAUDAÇÃO da Comissão Organizadora, constituída por três entusiastas da fotografia, com que abria o catálogo do concurso:

Parece-nos que um objectivo fundamental foi atingido: a coragem de vencer a apatia. Na verdade, a adesão de grande número de colegas à iniciativa, foi de molde a corresponder ao que podíamos, e devíamos, esperar de uma população associativa de grandes qualidades. Não interessava tanto, sem que isso se despreze, bem entendido, a técnica e a qualidade estética dos trabalhos conforme é evidente. Interessava, sim, PARTICIPAR. E participámos

Uma palavra para aqueles que se não decidiram a entregar trabalhos, embora tenham também colaborado por outras formas, na difusão, por exemplo: da próxima vamos entregar trabalhos! Vamos a colaborar de forma mais vincada, porque o êxito destas iniciativas é o êxito de todos nós!Não nos deixemos cair na monotonia, pois há sempre um momento para apreciar, de maneira pessoal, a beleza do mundo e das coisas!

Em breve será efectuada a exposição dos trabalhos. E também, dentro dum futuro não muito longínquo, começaremos a preparar o próximo (agora «já» o II Salão) quem sabe se extensivo a outros horizontes geográficos.
Na vida moderna, controlada, como nós bem sabemos, pelo ciclo de base e instruções existentes em memórias de computadores, façamos, algures no espaço e no tempo, uma pausa, e apreciemos o mundo que nos rodeia. Fixemos esse instante numa fotografia (porque não!). E preparemo-nos para a apresentar no próximo II Salão de Fotografia do Clube do Pessoal da Companhia IBM.


A COMISSÃO ORGANIZADORA
Penim Redondo
Fernando Xavier
Luís Penedo




(clicar as imagens para ampliar)

sábado, 22 de setembro de 2007

A FÁBRICA DE CARTÕES


Na pré-história da informática, então chamada de mecanografia todo o processamento de dados era gerado com base em cartões perfurados (não os de 96 colunas já aqui apresentados, mas os de 80 colunas), conhecidos universalmente pelo uso que lhes era dado pela companhia do gás e da electricidade. Estava-se então em 1940 e eram conhecidos por "cartões para máquinas estatísticas". Como supply indispensável que era, a IBM instalou em Portugal a sua fábrica, a partir de cartolinas rigorosamente calibradas que importava do Dinamarca e da Alemanha. Já nos anos 60, ainda era o cartão perfurado a base de programação e construção de ficheiros para o computador 1401.

CURIOSIDADE (à parte):Foi na 1401 que me iniciei na programação e conheci uma curiosa especialidade que era o punch-feed-read, característica que permitia ao computador perfurar no mesmo cartão, em plena viagem de leitura, o resultado dos dados que nesse cartão lhe eram introduzidos para cálculo e tratá-los conjuntamente com os restantes no mesmo programa. Era uma novidade espantosa, vejam bem!

Mas voltando à fábrica de cartões, que foi instalada na R. Leite de Vasconcelos, tendo sido sucessivamente transferida para a Rua da Beneficência, Rua D. Estefânia e, em 1963, para a Rua Duque de Palmela, onde a conheci e vi encerrar.
Na foto acima o A.Alves operando uma das máquinas de produção


O staff do IRD: José Manuel Carvalho (director), Raul Martins (delegado comercial) e Carlos de Almeida (chefe de produção)

Na pré-história da informática

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

IBM Sistema 3



Algures no início dos anos 70 (agradeço contributos para precisar esta data) foi lançado o Sistema 3 que, entre outras coisas, trazia a novidade dos cartões perfurados de 96 colunas. Guardei esta recordação desses tempos.




quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O Noticias IBM - Portugal

Estavamos em 1969 e a IBM registava e seu pleno crescimento. O Departamento de Comunicações foi criado e com ele uma revista de informação interna cheia de vida e verdadeiramente humana e curiosa. Lá se relatavam as nossas festas, as Convenções, os "Jantares de Família", as admissões e prémios, os nossos casamentos e o nascimento dos nossos filhos.
A IBM era, então, uma Companhia de programas bastante saudáveis:Programa de Sugestões, Speak up, Open door, Clube Um quarto de Século, Clube de Reconhecimento Duas Gerações, Clube IBM, etc. Éramos já mais de duzentos, mas todos nos conhecíamos.

P.S. Poucos meses antes de tomar conhecimento da existência deste Blog, deitei fora quase toda a documentação e revistas que possuia quer da IBM quer do Clube

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Homenagem ao Ricardo Banha


Em 1971 o Ricardo recebeu o primeiro de vários prémios que a IBM lhe conferiu ao longo da sua dedicada carreira profissional. Mas o seu maior prémio era a consideração e a amizade que todos os colegas lhe dispensavam.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Primeiro Rally do Clube IBM

Luís Travassos, José Meira e Júlio Freire ultimam as classificações, observados por Alfonso Guevara


Do Notícias IBM de Abril/Junho de 1970:

“Êxito indiscutível, foi a classificação atribuída unanimemente ao “Rally Paper” do Clube IBM.
Trinta e oito carros transportaram cento e vinte e seis pessoas para a mais emocionante e divertida de quantas realizações o Clube levou a efeito até hoje e talvez a única que mereceu aplauso total de todos os participantes…”
“… a equipa vencedora, a quem foi entregue valiosa taça e medalhas, era constituída por Eduardo Plantier, Maria Edite Ribeiro, Ribeiro Filipe e Schaller Dias. Para o segundo também houve taça e medalhas, sendo António Leitão o único acompanhante de Ribeiro Filipe…”


A organização desta jornada ficou a dever-se ao esforço de José Meira, Júlio Freire, Luís Travassos e Mariano Garcia.

Da Informática à Política



Em 1984 o nosso colega Renato de Vasconcelos (pai), depois de uma carreira de management, resolveu escrever um livro.

O tema era bastante ousado mas, dado o carácter do seu autor, não provocou grande escândalo nem sequer quer na hierarquia da IBM.

Aqui fica, para memória futura, uma reprodução da capa e do índice (clicar as imagens para ampliar).

sábado, 15 de setembro de 2007

Memórias do Futuro (2)




Recentemente colegas da IBM Itália pediram um pequeno aumento salarial.

A empresa, além de não atender a solicitação, suprimiu um bónus de produtividade, o que resultou numa perda de 1.000 euros anuais para cada um de seus empregados.
Inconformado com a decisão,o sindicato está a organizar, na Second Life, a primeira greve virtual da história da internet.

Talvez o aumento só seja pago na Second Life mas que chamará atenção do mundo, não tenho a menor dúvida.

A convovação para a greve e um pedido de apoio de todos os sindicatos do planeta estão no site da Representação Sindical na Itália.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Encontro Europeu em 1975

a mesa do Encontro (Daniel Lourenço, F. Penim Redondo, Joana Lopes e Fernanda Bento) durante a intervenção do colega sueco

Em Junho de 1975, em pleno PREC, a CT da IBM em colaboração com a Comissão Sindical levou a e efeito um "Encontro Europeu" de organizações representativas dos empregados da IBM. Teve lugar na Gulbenkian, com tradução simultânea, com participantes vindos de França, Suécia, Espanha (franquista), Itália, etc.

Anos mais tarde viria a constituir-se a IWIS (IBM Workers International Solidarity), basicamente com os mesmos objectivos, mas com extensões fora da europa (EUA, Coreia, Japão).

A IWIS promoveu encontros em Atenas, Tóquio, Paris e Estugarda.
Voltaremos a este assunto.



Jantar de confraternização após o Encontro

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Olhó Robot...



No princípio dos anos 80 a IBM abordou o mercado dos robots para o abandonar alguns anos mais tarde (ver mais).
Na IBM em Portugal não havia, na altura, muito para fazer. Pedi ao chefe, o Carlos Santos Silva, que me deixasse investigar o assunto. E assim foi.
Durante algum tempo acompanhei esta área e participei em workshops em La Hulpe.
Em 1983 preparei uma apresentação interna sobre o tema (por incrível que pareça ainda não havia "power points").
Como os robots são, por definição, impessoais criei um conjunto de caracteres "manuscritos" na impressora de agulhas por forma a que os transparentes, feitos a partir da impressão, resultassem mais humanizados.
A página que figura mais abaixo era onde eu explicava os factores que se usavam na avaliação dos robots (se clicarem na imagem até conseguem ver os pontos produzidos pela matriz de agulhas da impressora).